Prefeito Toninho Fenelon
(Foto: Paulo Szostak/PMSJP)
Desde o primeiro dia de sua gestão, o prefeito Toninho Fenelon adotou um
plano de controle de gastos, uma medida extrema que tem por objetivo adequar as
despesas durante o exercício orçamentário. Foi determinado um congelamento de
90% dos recursos, possibilitando, inicialmente, que cada secretaria possa
executar somente 10% das despesas que foram previstas no Orçamento de 2017.
Desta forma, os recursos serão liberados aos poucos ao longo do ano, de acordo
com a receita (impostos), garantindo que não falte recursos no final do
exercício, uma vez que a receita pode variar de acordo com a intensidade da
crise econômica.
Quando uma secretaria municipal precisar adquirir um bem ou serviço que
ultrapasse o congelamento de gastos (10% para janeiro), ela deverá solicitar à
Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Econômico e à Secretaria de
Finanças uma liberação, que será específica para aquela solicitação, garantindo
um controle mais rígido da execução orçamentária das secretarias.
“O orçamento para 2017 foi estimado em junho de 2016, e a notícia já não
era boa naquela época, pois o Brasil já estava em crise financeira. Com a
chegada de 2017 constatamos que o orçamento poderia ser ainda menor, pois ele
varia mensalmente de acordo com o que o município arrecada ou recebe dos
governos estadual e federal. Quanto menos as pessoas consomem, o comércio vende
e a indústria produz, menos orçamento o município terá”, explica o prefeito
Toninho Fenelon.
De acordo com o prefeito, muitas prefeituras no país não tomaram essa
precaução e já estão passando por dificuldades. “As pessoas de uma maneira
geral tem a noção que São José dos Pinhais é um município rico, pois durante
anos houve crescimento ano a ano, assim como no país de uma maneira geral. Só
que desta vez o país inteiro passa por um período de recessão, ou seja, não
está havendo crescimento econômico, pelo contrário, com menos dinheiro
arrecadado e crescimento das despesas, quase metade dos municípios do Brasil já
estão em crise financeira pois não estão conseguindo equilibras as contas, e o
resultado disso são salários atrasados, programas cortados, crise na saúde e
obras paradas”.
Com a medida, além de manter salários em dia e garantir que o atendimento
à população não pare, a Prefeitura de São José dos Pinhais pretende que haja
economia e caixa para possibilitar novos investimentos.

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